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Poema do Beat


















À Líbia, à Londres e às demais insurreições populares ao redor do mundo:



Para quê viver, senão,

para morrer de amores,

derrubar ditadores

e triunfar sobre as dores

desse mundo dilacerado?


Para quê respirar, senão,

para poder revidar

em dobro

os pontapés e socos

desses intermináveis enquadros?


Para quê existir então, senão,

e tão somente,

pela própria

Transgressão?

Jefferson Alves

Para um infante que viaja solo

So where have you been my blue-eyed son?

Sobre o Atlântico jogando Nintendo?
Te arrumei um lugar à melhor janela
Bom camarote pro apocalipse da grana
Claro, você pode trocar os Piratas do Caribe
Pela Ilha do Tesouro ou pelas tiras do Calvin
Pode pensar nos cabelos da tua nova irmã esquimó
Ou estender as longas pernas do teu pequeno corpo
Enquanto assiste do avião impérios pegarem fogo

 
But where have you been my blue-eyed son?

 
Você disse não ter medo de voar entre estranhos
Você disse que o pior a acontecer é se entediar
E perguntou: o que eu acho que a tua irmã pensa?
E perguntou: todas as perguntas têm respostas?
A Europa será pequena demais pro teu futebol?
Quem joga no céu sempre tem sete vidas?
Na costa do Atlântico piratas tocam o terror
Você pode tudo, já eu só posso imaginar

 
Where have you been my blue-eyed son

 
Quando você voltar, aguarde, te ensino
Duas ou três coisas que eu sei sobre o ar


Ronaldo Bressane

Mulher é poesia



Só não sei quem é o autor. Se alguém souber, nos diga.